OOC:

Faço isso porque tenho ódio de quem sai do RP e não comunica central ou players. Bem, eu estou fora da ANE por motivos já explicados no facebook. Já dei unfollow em todos os personagens e peço que façam o mesmo nesse blog da SJ e do Chandler.

Assim que a Barbara excluir minha Sarah Jane (porque eu não quero que ninguém a pegue e vou vasculhar a página da central depois e ver se ela foi tirada e vou encher o saco até a ficha dela não existir lá) não quero outra player pra SJ. Então, é isso, bom jogo pra quem fica.

The Sarah and Connor Chronicles part 2 | Sarah Jane e Thomas.

i-thomasconnor:

Thomas parou de fingir que arrumava sabe-se lá o que e lançou um olhar avaliativo de alto a baixo para a mulher,  procurando visualiza-la como uma dragqueen. Não… Estava bom assim mesmo. Sarah Connor era a melhor opção.  Balançou a cabeça para ignorar pensamentos idiotas e voltou a guardar o pouco que ainda havia por ali. - Não pretendo ficar rico às custas da ANE, Graham…. Digamos apenas que eu tenho meus métodos para..ahn.. sobreviver. Parecia não haver mais nada para guardar.  Desligou o computador sobre a mesa, fechando-o. - Festas nunca foram exatamente a minha praia, se quer mesmo saber. Faça-me um favor e sacaneie os bêbados por mim, ok? Vou aproveitar o resto da noite com algo útil, como um bom jantar e uma maratona da USS Enterprise.  Thomas preferia vulcans, andróides e hobbits à pessoas.

- Eu sei que está cedo, Sherlock. Mas não tenho nada de interessante pra fazer por aqui. E não acho que alguém vá notar meu desaparecimento. Vou numa livraria ou sei lá. - Deu de ombros, afirmando para si mesmo que ficar em qualquer outro lugar seria mais útil. - Você que queria um café… Tem um muito bom que fica à duas quadras daqui, terceira rua à direita.  A única coisa que ainda o irritava ligeiramente era essa mania de chamá-lo de salvador. Salvador de que? De nada, obviamente. Começou a caminhar apressado, querendo sair logo dali e nem se dando ao trabalho de dar adeus à mulher.  Não via problemas. Amanhã mesmo ela já o teria esquecido e Connor passaria invisível, mas uma vez. Começou a considerar o que faria para o jantar. Merecia alguma coisa de qualidade.

Sarah Jane ergueu as duas sobrancelhas e riu. "Me lembra o Chandler." Encolheu os ombros. “Dizem as más línguas que ele nunca largou seu negócio como traficante de armas e ele está aqui na ANE. Dizem que a riqueza dele tem origem legal. Vai saber.” Torceu os lábios. "Eu devo começar a questionar sua lealdade agora, salvador?"

O observou mais um pouco. Limpar a sua mesa não seria uma má ideia se não houvesse tanta porcaria em cima da sua mesa. Nem SJ conseguia entender como comia tanto doce e bebia tanto café assim. "Isso que você chama de algo útil? Bom, ok né? Depois eu que sou a estranha." Brincou. 

"Livraria?" Franziu o cenho. “Dizem que mafiosos gostam do Corleone, é verdade? Quer dizer… Ah, sei lá. Dizem coisas demais.” Encolheu os ombros de qualquer coisa. “Não sabia que a máquina de café daqui estava quebrada.” Falou um pouco mais alto, conforme ele ia saindo, deixando um leve sorriso no rosto dela. 

I wanna have the party | SJ&Summer

littlethebadass:

Olhei boquiaberta para a mulher sentada em minha frente - Sarah Jane estava irreconhecível. Não que ela não estivesse bonita, muito pelo contrário, mas era bem difícil vê-la usando qualquer coisa que não envolvesse glitter, neon ou qualquer coisa visível em um raio de 10km. No entanto, lá estava ela, usando uma fantasia completamente sóbria.

Não pude deixar de rir com sua pergunta; ela me lembrara Miles. Provavelmente ele faria a mesma pergunta quando me visse encostada no balcão, apenas observando o movimento. - Não curto muito pista de dança, não. Me dá falta de ar. - Falei, dando de ombros antes de bebericar rapidamente meu drink.

- Mas e você? Cadê suas roupas estilo sinalizador? E céus, você colocou uma peruca! - Exclamei. Era realmente difícil reconhecê-la com toda aquela aparência. - Você realmente levou a sério, SJ. - Brinquei, rindo novamente enquanto examinava pela milésima vez a fantasia da loira.

"Esses coturnos não foram feitos pra dançar." Comento, mais para mim mesma que para Summer. Só depois de massagear o pé e a perna, as recolhi e as coloco no banquinho. “Hey, você. Um energético sem álcool, por favor.” Disse, em direção do barman.

Energético e eu. Nunca mais saberia o que era uma noite de sono por inteiro. 

"Mas, poxa, nem na pontinha da pista onde não fica ninguém?" Pergunto, com o cenho franzido. Me era estranho, porque como agente, ela deveria correr longas pistas e aquela coisa toda de espião, mas uma dancinha a tiraria ar? Bem, quem sou eu pra questionar. Dei de ombros, paguei e peguei meu energético, batendo uma continência com dois dedos pra agradecer.

Não consegui não rir. Ela tinha razão, não era nem de longe parecido com as roupas que eu costumava usar no meu dia-a-dia. Na verdade era tudo muito colorido, muito justo e curto. Era realmente possível que alguém soubesse de minha chegada há quilômetros. Às vezes me comparo ao Morgan Grimes no começo da quarta temporada de Chuck: um nerd, tentando ser espião, mas que era ingênuo demais pra isso e vez ou outra era usado como isca porque era inofensivo. Sei que se invadirem a ANE, eu vou primeiro com fones de ouvido e Cobra Starship porque ninguém mataria uma idiota que aparece numa invasão dançando e cantando.

Não em teoria.

"Aquelas são do dia a dia, Summer." Explico ainda entre risadas. “Não tive coragem de pintar e cortar meu cabelo. Gostou?” Passo as duas mãos na peruca, tentando imitar uma propaganda de shampoo ou algo do tipo. "Na verdade, eu ia vir de drag queen, mas não quis tomar o lugar do Miles."

I wanna have the party | SJ&Summer

littlethebadass:

Já havia muito tempo que eu desistira de dançar; até tinha feito mais duas ou três tentativas de me encaixar no meio do aglomerado de pessoas, mas a sensação de claustrofobia inundava meu cérebro tão logo eu me infiltrava na pista. Era um tanto engraçado, uma agente que enfrentava chefes da máfia e do tráfico ter uma crise nervosa no meio de uma festa. 

De qualquer forma, já fazia umas duas horas que eu estava encostada no balcão do bar, conversando animadamente com o barman, que parecia estar bem satisfeito com a minha companhia depois que o furor de pessoas clamando por álcool se aplacou. Meus dedos seguravam um copo grande de um drink vermelho que eu esquecera o nome, mas que era bem gostoso. 

Estava rindo de uma piada qualquer contada pelo barman quando ouvi uma voz conhecida me cumprimentando. Antes que eu pudesse cumprimentar quem quer que fosse de volta, um pé se apoiou no balcão. Olhei com estranheza para a mulher que se acomodava ali, e precisei apertar bem os olhos para reconhecê-la.

- Sarah Jane? - Perguntei, um tanto incrédula. 

Sempre que fui questionada sobre minha necessidade de dançar, sempre respondi tirando um quote de Queer as Folk onde o Mikey diz que está no DNA dos gays a dança. Eu não era gay, mas tinha uma alma de dragqueen e isso era fato. Ao menos era o que eu achava e não me interessava muito a opinião dos outros.

O problema que eu dançava até não querer mais, até não conseguir mais parar em pé e até meus pés não suportarem mais o calçado que uso. Aí começo a me perguntar porque raio as pessoas gostam tanto assim de coturnos. Não foram feitos mesmo pra dançar. Começo a achar que a ideia de vir montada de drag queen soava melhor. Ao menos aqueles sapatos de saltos são mais confortáveis. 

Massageio minha perna com cuidado, sem me importar se alguém mais está  olhando pra abertura das minhas pernas (já que a calça é bem justa) ou pasmado com a minha perna em cima do balcão. Nunca fui de me incomodar com olhares mesmo. 

"Summer, oi." Sorrio, acenando  mais agitadamente pra garota. Tiro aquela perna e coloco a outra e repito a operação de pôr a perna no balcão. "Por que não está dançando e requebrando até o chão, mulher?"

I wanna have the party | Aberto.

Talvez SJ fosse a que estivesse melhor disfarçada naquela festa. Quem conhecia — ou talvez apenas ouvia falar — sabia que ela era um furacão louro. Não em beleza ou aquela coisa de parar o trânsito (até porque SJ não se achava bonita a esse ponto, embora sua autoestima fosse contagiante). O furacão SJ era simplesmente por dois ou três motivos: A: roupas tão coloridas que doeria os olhos se olhasse demais e indiscretas também. Ela nunca ligou para aquela coisa de roupa comportada e careta. B: Quando SJ colocava os fones de ouvido, nada mais no mundo importava além de SJ e sua imaginação. Consequentemente, a cantoria e a dança da garota eram conhecidas. C: Ela era a mais extravagante das hackers. A sua mesa parecia bastante com uma mesa de uma pré-adolescente, exceto que não havia nenhum pôster pregado em qualquer lugar.

Essa conclusão de estar muito mais disfarçada ou bem disfarçada era que sua fantasia não refletia em nada essa extravagância, inconstância e diversão. SJ estava vestida de preto e cinza, com uma maquiagem natural e de peruca morena. Em nada lembrava a SJ de todo santo dia, exceto por um pequeno contratempo: ainda era a garota que mais dançava. Passou quase duas horas fixando a peruca porque se conhecia, era só tocar música dançante e ela não se continha.

Depois de muito dançar, SJ estava cansada. As pernas da garota estavam até moles e a garota que, normalmente, já era desastrada, agora mal conseguia andar sem tropeçar nas próprias pernas. Não, não estava bêbada. Não tinha bebido mais que três goles de um ponche batizado, mas ela não gostou e deixou o copo longe e fora dançar. Agora ela estava morrendo de sede. Saiu da pista de dança tropeçando no pé de um e pisando no pé de outros sem realmente ver o que estava fazendo.

Chegou finalmente no bar, pediu um energético sem álcool e cumprimentou uma pessoa ao seu lado que não tinha a menor ideia de quem era, porque tinha colocado um pé em cima do balcão enquanto se mantinha sentada no banco do mesmo. Aquilo também entregava quem era ela. SJ era a folgada da ANE e qualquer veterano sabia disso.

The Sarah and Connor Chronicles part 2 | Sarah Jane e Thomas.

i-thomasconnor:

Tanto se falava em viagem no tempo que se o homem fosse agraciado com tais poderes e pudesse congelar o tempo presente, teria presenciado um leve arquear dos lábios do homem. Poderia ser um sorriso, mas nunca chegou a tomar forma. Acha curioso como os outros humanos podiam ser tão diferentes dele. Também se questionava porque diabos ela tirara o dia para irritá-lo. A jogada de Sarah Jane era tentar tirar-lhe a paciência, correto? Pois bem, ela teria algum trabalho para colocar tal plano em ação. Decidiu, em prol de seu bem estar, tratá-la com um mínimo de paciência, pra ver se largava de seu pé.

- Apesar de parecer impossível, eu só estava lendo as notícias. - Era verdade. Ele estava. Até ser interrompido por você-sabe-quem. Continuou em um tom tão calmo que chegava a ser assustador. - Não tenho razão para ir a festa. Prefiro a companhia de meu computador e, quem sabe, pela manhã eu não esteja ainda mais rico. - O arquear de sobrancelhas confirmava que ele falava sério.  - Tenho certeza de que você vai achar dezenas de pessoas mais interessantes para encher, Graham… - O suspiro que deixou os lábios do homem deu a ele uma aparência mais velha do que de costume.

- Sarah Connor? Nunca pensei que... - Interrompeu-se de repente, levando um dedo aos lábios como se pedisse silêncio para si mesmo.  Digitava rapidamente, quase como se não prestasse atenção. Porém, estava atento à conversa e à tela ao mesmo tempo. Conversa? Não! Aquilo não poderia ser uma conversa!

- Se me der licença, preciso ir agora. - Era uma desculpa qualquer. Fingindo que ia embora, Thomas levantou e começou a arrumar o que havia sobre a mesa muito lentamente, sem vontade.

A testa de Sarah Jane se franziu ao ver aquilo que estava se formando nos lábios de Thomas. Como não conseguiu decifrar e não estava nem aí pra detalhes, ignorou completamente. Mentalmente se perguntava que tipo de hacker era ele que não jogava online nas oras vagas ou ouvia música ou assistia filmes de ficção científica. Mas, não importava.

"E o que há de tão interessante nesse mundo?" Perguntou ela com sincera curiosidade. Não era uma alienada, só não tinha paciência de ler, entretanto, via a CNN com frequência. "Não tive tempo de ver a CNN." Explicou ela.

SJ cruzou os braços e ergueu a sobrancelha ao ponto máximo. "Todo mundo tem razão para ir em festas, salvador."  Defendeu. “Tudo mundo precisa de um descanso, de se divertir, de beber e de sacanear com os bêbados na festa. Não existe nada melhor que sacanear as pessoas bêbadas.”

Aliás, Sarah Jane era mais uma criança do que uma garota de 26 anos formada em computação.  Como dito, ela levava seu juramento a sério e ficava um tanto quanto indignada quando as pessoas se fechavam. Era punir a si mesmo de forma injusta.

"E você nunca ficará rico trabalhando pra ANE." Completou. "Pode acreditar em mim, eles pagam benzinho, mas não dá pra ficar rico, não. A não ser que você desenvolva um aplicativo útil de celular…"

Mas SJ era muito instável. Não ficava muito tempo indignada e nem muito tempo irritada. Tratou de expor um sorriso no rosto, de descruzar os braços e ficar mais leve na mesa de Thomas como se ele não estivesse incomodado com sua presença. "Eu tinha pensado em ir de dragqueen, mas acho que o Miles já vai travestido. Então, melhor não ir assim. Sem falar que eu não fui feita pra andar com saltos de 15 metros." Desastrada como ela era, ia cair no primeiro passo. "E eu também posso ser uma Connor por uma noite."

Sarah Jane adorava The Sarah Connor Chronicles. De verdade. Por isso era uma excelente escolha. Embora ainda estivesse tentada a ir de dragqueen ainda. “Ir embora? Está cedo, salvador.”

The Sarah and Connor Chronicles part 2 | Sarah Jane e Thomas.

i-thomasconnor:

Certo. Talvez tudo aquilo fosse uma trama muito mal bolada contra ele. Ela não parecia disposta  a ir embora. Por alguns instantes, Thomas se questionou a respeito do que havia de tão interessante ali para que ela desejasse ficar, afinal, ele não via nada para despertar o interesse de ninguém. Enquanto ela piscava para ele, com um mínimo de inocência falsa, ele sustentou o olhar inexpressivo, o qual não se alterou nem mesmo quando ela sentou sobre a mesa dele. Aquilo era sério? Afastou-se  ligeiramente da mesa dando um impulso na cadeira de rodinhas.  - Se tem algum problema com meu sobrenome, vá pesquisar minha árvore genealógica e reclamar com meus parentes que já estão mortos. 

Quando percebeu as mãozinhas irritantes tateando curiosas, empurrou o macbook para um canto, tentando salvá-lo daquelas garras. - Não. Não tem café por aqui. E nunca foi muito fã da skynet. - Os milésimos de segundos se foram quando os dedos dela se aproximaram perigosamente do teclado e, pressionando um dos botões, Thomas viu a tela em que estava lendo as notícias desaparecer. Mordeu o lábio inferior, contrariado.  - O que você quer, Graham? Todo esse tempo e você nunca pareceu se importar. Estávamos muito bem, separados. Não vê que estou tentando trabalhar aqui? - Era mentira. Ele não estava trabalhando. Não naquele momento. Mas qualquer desculpa servia para ter de volta um ambiente de trabalho tranquilo.

- Não deveria estar se arrumando para a tal festa, ou sei lá? - Questionou sem realmente querer ouvir uma resposta. Mais uma vez empurrou-a da mesa, mais delicadamente do que desejava. Voltou a se aproximar, digitando rapidamente qualquer coisa desinteressante e fingindo que se concentrava numa notícia sobre a China. Por que ele viera naquela manhã era a grande questão. Se tivesse ficado bem longe daquele lugar, não teria maiores problemas. E o principal: sair dali antes que os malucos fantasiados chegassem. Por hora, bastava livrar-se de Sarah Jane.

Se existia uma coisa que SJ gostava mais do que chocolate, era ser moleca. Num lugar onde todo mundo precisava ser sério e sensato, Sarah Jane era complemente o oposto e fazia questão disso.

A loira tinha absolutamente tudo para ser amargurada, fechada e ainda mais irritante, mas no dia que ela fugiu de seu cativeiro, jurou para si mesmo que nunca se deixaria cair. Não na frente das pessoas. Sarah Jane tinha seus problemas, tinha seus dias de chorar feito um bebê, mas sempre sozinha. Ela jurou que seria feliz acima das próprias frustrações e era assim que ela fazia sua vida. Um dia feliz após o outro.

"Eu não sou a viajante do tempo aqui, salvador." Ela encolheu os ombros, cruzando as pernas e apoiando as duas mãos nos joelhos. "Bem, você não deveria. Voltou no tempo pra impedir que a skynet seja criada. E que pobre. Eu queria café e estou evitando muitas calorias."

Não era lá muito verdadeiro esse dado. A alimentação de SJ era parecida com a de uma formiga de padaria: praticamente apenas doces. Ela comia doce o tempo inteiro e bebia café. Ela realmente não entendia como ainda não tinha uma gastrite nervosa. Talvez o que a diferenciava dos outros era que SJ não ficava nervosa por qualquer coisa. SJ era uma moça forte, viesse o que viesse. SJ sempre enfrentou o mundo de peito aberto e não era agora que pararia.

"Trabalhar? Mas desde a banda de rock pauleira ridícula estávamos meio que de férias." A loira gostava de pop, consequentemente, trash metal para ela era apenas trash. De tanto ouvir aquilo, ela tinha ficado meio que fã da banda, embora negasse até a morte. “O que ‘cê tá fazendo, salvador? Invadindo a NASA ou a NSA? O site da NSA é chato pra caramba, hunf.” Girou os olhos. SJ ficava brincando nos sites de segurança nacional para ver o quão boa estava, depois ligava e dizia pro povo de lá onde estavam errando. De tanto ela fazer isso, virava até uma espécie de salário extra.

"Minha fantasia é simples." Ela disse. “Sarah Connor. E você vai, não vai? Preciso de alguém pra encher.”

The Sarah and Connor Chronicles part 2 | Sarah Jane e Thomas.

i-thomasconnor:

wearing this

Compreender os hábitos noturnos (e também os diurnos) de Connor era missão impossível até mesmo para aqueles que estivessem no patamar mais alto das ciências. Diferente de muitos dos que estavam na ANE, a pontualidade dele era inquestionável. Impecável como sempre, estava lá quando começaram a “organizar” para a tal festa. Para ele, mais uma perda de tempo. Não estava em seus planos colocar os pés ali durante a tal reunião social. Contudo, só a ideia de alguém mexendo em suas coisinhas para mudá-las de lugar o deixava apreensivo. Nervoso, nunca. Adorava ignorar o mundo, fingir que não se importava com o que acontecia. 

Chegou cedo, como sempre. Desviava de conversas inúteis e respondia a “bons dias” com simples acenos de cabeça para os poucos que estavam lá e, principalmente, para a quantidade ainda menor dos que tinham coragem para cumprimentar-lhe.  Não era culpa dele. Havia construído uma barreira em torno de si para esconder sua própria insegurança. Raros eram os que conseguiam atravessar o espelho e encontrar a terrinha mágica na qual ele criara sua própria Neverland. Apreciava os inteligentes, aqueles que sabiam conversar  no mesmo “nível” que ele. 

Sentou-se numa das poucas cadeiras que haviam sobrevivido à tal limpeza para a festa. Arqueou as costas, espreguiçando-se. Tirou um de seus bebês da bolsa - o de hoje era o MacBook. Sempre levava um na bolsa. Até parece que ia deixá-los por aí, correndo o risco de..de… melhor nem dizer! Ligou  e imediatamente acessou os sites de notícias. Precisava saber o que estava acontecendo, ainda que nada o abalasse por completo. A manhã estava tão tranquila que o homem temia o pior. E não demorou muito para que seus temores se confirmassem.

Lá estava ele, cuidando da própria vida, quando alguma coisa caiu com tudo em cima dele. Doeu, não iria mentir para si mesmo. Mais o choque causado pela surpresa era maior que a dor.  Franziu o cenho para o ser que agora estava ali, agradecendo-o sabe-se lá porque. Era Graham. Pelo pouco que Connor sabia dela, não deveria estar ali naquele dia. Deveria estar se arrumando para a festa ou fazendo qualquer outra coisa semelhante. Certo, só precisava se livrar dela e continuar com o que estava fazendo. Seu dia perfeito não teria nenhuma manchinha.

- Se quer um salvador corra para os braços de alguma religião ou vá assistir algum desses filmes de heróis  - Comentou com uma expressão impassível, enquanto empurrava Sarah Jane para o lado e voltava a se concentrar na tela do computador.

SJ ergueu as duas sobrancelhas ao ser empurrada e a fala dele a fez sorrir. Claro, com um fone de ouvido ligado ao último volume, a loira teve mesmo foi que fazer uma senhora leitura labial para entender o que ele havia falado.  Se tinha alguma marca registrada era aquelas músicas ligadas ao máximo.

A garota piscou seus dois olhos grandes e azuis em direção de Connor, com uma inocência fingida, mas que não soava assim (ao menos esse era o objetivo da garota). Quando juntou a frase cortada, cruzou os dois braços na altura do peito, sentou-se na mesa do garoto como se tivesse sido convidada para ficar.

"Não tenho culpa se você tem o mesmo sobrenome do dito-cujo que vai salvar o mundo da Skynet, bonitinho." Rebateu ela. "Então, vamos lá, oi de novo, Salvador!"

Insistente e completamente inconsequente, aquela era Sarah Jane. Sem falar que ela adorava ver as pessoas a odiando por ser inconveniente. Era, no mínimo, engraçado demais ver que as pessoas ficavam ao ponto de socá-la. "Tem café por aqui?" Perguntou, tateando a mesa do homem sem realmente olhar por onde sua mão ia.

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